Curso para Cuidador de Idosos e Atualização para Técnicos de Enfermagem - Ensino e Valorização da Vida!!!!
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
ÁGUA: Prevenir a desidratação dos idosos, nesse verão!!!
Os idosos são mais suscetíveis à desidratação e de sofrer as suas consequências potencialmente fatais. Esta ameaça agrava-se com a progressão da idade, pois entre 85 e os 99 anos verifica-se uma probabilidade de hospitalização por desidratação seis vezes superior à dos idosos com 65 a 69 anos. A desidratação crónica pode causar muitos problemas, tais como a obstipação, infeções do trato urinário, problemas de saúde oral, respiratórios, cálculos renais e perda de faculdades mentais.
Como vai a hidratação dos nossos seniores?
Dados de um estudo de 2010 do Instituto de Hidratação e Saúde, que envolveu uma amostra representativa da população portuguesa, entre os 14 e os 70 anos, revelam que os homens com mais idade fazem uma ingestão de água inferior ao valor de referência proposto pela Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA). Segundo os especialistas, as causas da ingestão insuficiente de água entre os mais velhos está associada a diversos fatores específicos, tais como:
Como vai a hidratação dos nossos seniores?
- A diminuição da sensação de sede com o avanço da idade (sobretudo a partir dos 60 anos);
- O aumento da perda de água pela urina, resultante do declínio da função renal;
- A diminuição do apetite e da disponibilidade de alimentos ricos em água que podem contribuir para a hidratação (tais como a fruta, hortícolas e sopa);
A perda de faculdades mentais (memória), físicas (mobilidade), a presença de doença e a toma de medicamentação que bloqueia os mecanismos da sede.
O que fazer?
Sugere-se aos seniores (e aos seus cuidadores) que tenham em consideração os seguintes factos:
Sugere-se aos seniores (e aos seus cuidadores) que tenham em consideração os seguintes factos:
O consumo diário recomendado de líquidos varia entre 1,5 a 2 litros, conforme o sexo (feminino e masculino respetivamente). Importa enaltecer que esta ingestão de líquidos não engloba só a água, mas também as bebidas não alcoólicas consumidas, embora se deva privilegiar as que apresentam um menor valor calórico e de teor em cafeína; - Garantir o acesso a bebidas às refeições e entre elas é fundamental. Água e outras bebidas não alcoólicas, deverão estar fisicamente acessíveis a qualquer altura do dia e da noite;
- A temperatura da habitação deverá ser moderada (tanto no verão como no inverno). Em ambientes quentes, a ingestão de líquidos deverá aumentar em 250 ml por cada grau de temperatura ambiente acima de 37º C;
- O consumo de bebidas alcoólicas destiladas deverá ser evitado, dado que estas poderão promover a desidratação;
- Assegurar o consumo de alimentos ricos em água (tais como fruta, hortícolas e sopa) pode contribuir de forma sensível para a hidratação, especialmente quando os seniores têm dificuldade em beber os líquidos de que necessitam;
- Variar o sabor, a temperatura e até a cor das bebidas disponíveis, pode constituir um estímulo importante à ingestão adequada de água.
O consumo de água na quantidade adequada é parte integrante de uma boa alimentação e deve constituir uma fonte de prazer e bem-estar em qualquer idade. Tenha um verão bem hidratado
Fonte: www.coisadevelho.com.br
Aumenta depressão na terceira idade; saiba como detectar e prevenir
CAUSAS
A depressão, segundo o médico, é causada por três fatores: genética, eventos estressantes e o psicológico de cada um. “Nesse sentido o idoso sofre, além da hereditariedade da doença, o aumento dos fatores estressantes com o avançar da idade”.
Bianco explica que as perdas do trabalho, dos amigos, parentes, vão ficando cada vez gritantes e a isso se soma uma série de limitações físicas e psicológicas.
Do ponto de vista de saúde mental, o mais saudável é a capacidade de adaptação. “Quanto mais eu me adapto a uma situação difícil, mais capaz eu sou. E o idoso vai perdendo essa capacidade adaptativa, favorecendo assim o surgimento da depressão”, explana.
CARACTERÍSTICAS NA 3ª IDADE
Segundo Bianco, as características da depressão nessa fase da vida são um pouco diferentes do que em outras faixas etárias. “Ela é uma depressão mais grave, mais ansiosa, mais frequente, com mais recaídas e a recuperação é muito lenta”.
Isso acontece porque a medicação é delicada. Há risco de interação medicamentosa, em que um remédio tira o efeito do outro, já que idosos costumam tomar muitos fármacos.
Também existe o problema dos efeitos colaterais mais graves. “Além do que, existem alguns remédios que os idosos tomam pra diversos problemas que podem causar depressão, como Metildopa (para hipertensão) e corticóides (para doenças alérgicas)”. O psiquiatra ainda salienta que alguns tumores, como de cabeça ou de pâncreas, podem simular a depressão.
A maioria dos antidepressivos atrapalha muito a vida sexual e, em se tratando do idoso – que já tem certa dificuldade nessa área – o tratamento deve ser ainda mais cauteloso. O problema é que, os melhores antidepressivos, são muito caros. “A prefeitura de Umuarama é uma das poucas da região que disponibiliza alguns remédios de excelente qualidade para o idoso”, pontua.
Juntando a alta quantidade de remédios, toda a aposentadoria acaba ficando na farmácia, e isso é mais um agravante, segundo Bianco.
Isso acontece porque a medicação é delicada. Há risco de interação medicamentosa, em que um remédio tira o efeito do outro, já que idosos costumam tomar muitos fármacos.
Também existe o problema dos efeitos colaterais mais graves. “Além do que, existem alguns remédios que os idosos tomam pra diversos problemas que podem causar depressão, como Metildopa (para hipertensão) e corticóides (para doenças alérgicas)”. O psiquiatra ainda salienta que alguns tumores, como de cabeça ou de pâncreas, podem simular a depressão.
Juntando a alta quantidade de remédios, toda a aposentadoria acaba ficando na farmácia, e isso é mais um agravante, segundo Bianco.
PSEUDO DEMÊNCIA:
DIFICULDADES
“Na nossa cultura o idoso é querido, mas não é desvalorizado. A partir do momento em que você se aposenta, você deixa de ser teoricamente produtivo e isso começa a gerar uma série de conflitos”, aponta o psiquiatra.
As decisões do idoso não são estimadas, a vida das pessoas ao redor é muito corrida e ninguém tem tempo de conversar com eles, causando assim um isolamento. “Por isso, se for feito um teste, a população do asilo provavelmente será mais de 50% depressiva”, analisa.
Além da questão familiar, existe um agravante que engloba a morte das pessoas que o idoso convivia. Isso faz com que ele vá percebendo que a sua hora está chegando, principalmente com o aparecimento das doenças crônicas. “É uma série de coisas que começam a aparecer e pro homem acaba sendo um pouco mais complicado do que para a mulher”.
Segundo Bianco, a mulher – por uma característica de vida – executa no seu cotidiano três ou quatro funções: é esposa, mãe, dona de casa e trabalha fora. Ao se aposentar, ela só deixa de lado uma das suas atividades. O homem que só ficava no trabalho fica sem ter o que fazer. “Aí é complicadíssimo porque ele fica chato, olhando quanto o relógio está marcando de gastos de luz, água; implica com as compras, se a mulher está gastando muito, etc.”, conta.
Com isso, sobra para o homem ir ao boteco jogar baralho. “A vida fica muito pobre, inclusive a incidência de alcoolismo entre os idosos está aumentando assustadoramente”, alerta.
As decisões do idoso não são estimadas, a vida das pessoas ao redor é muito corrida e ninguém tem tempo de conversar com eles, causando assim um isolamento. “Por isso, se for feito um teste, a população do asilo provavelmente será mais de 50% depressiva”, analisa.
Além da questão familiar, existe um agravante que engloba a morte das pessoas que o idoso convivia. Isso faz com que ele vá percebendo que a sua hora está chegando, principalmente com o aparecimento das doenças crônicas. “É uma série de coisas que começam a aparecer e pro homem acaba sendo um pouco mais complicado do que para a mulher”.
Com isso, sobra para o homem ir ao boteco jogar baralho. “A vida fica muito pobre, inclusive a incidência de alcoolismo entre os idosos está aumentando assustadoramente”, alerta.
COMO PREVENIR
Segundo Bianco, a maior prevenção é a amizade, a vida social, a dedicação a algo. “É muito importante que ninguém fique preso exclusivamente ao trabalho. Eu não posso pensar que vou me aposentar e vai ser maravilhoso, eu tenho que ir me preparando, ter outras atividades, gostar de outras coisas, desejar, por exemplo, serviços voluntários, frequentar Centros de Convivência, grupos de oração e estudo bíblico nas igrejas, tudo isso ajuda muito”.
Porém, todas essas mudanças não podem começar apenas na terceira idade. “Essa preparação deve iniciar cedo”, alerta Bianco. “Quanto mais precocemente o indivíduo ampliar suas possibilidades de se exercitar física e mentalmente, melhor será sua velhice”, finaliza.
Abandono em casas de permanência
Porém, todas essas mudanças não podem começar apenas na terceira idade. “Essa preparação deve iniciar cedo”, alerta Bianco. “Quanto mais precocemente o indivíduo ampliar suas possibilidades de se exercitar física e mentalmente, melhor será sua velhice”, finaliza.
Abandono em casas de permanência
Segundo a coordenadora da Casa de Longa Permanência, Lar São Vicenti de Paulo, Maria Mendes, do total de 98 internos, a média é de que 15% deles tenham depressão, além dos problemas físico-mentais.
“Quando percebem que foram abandonados pela família, perderam a convivência com a sociedade e os amigos não vêm visitar, geralmente apresentam os sintomas da depressão”, explica.
Porém, cada um com indícios distintos, de acordo com a personalidade. “Geralmente ficam tristes, isolados, mas não costumam falar que sentem falta de algo. Acabam guardando pra si, por causa do amor à família”.
Segundo Maria, uma minoria dos familiares e amigos visita os internos com freqüência, e por “freqüência” entende-se de dois em dois meses, no máximo. “Daí eles acabam criando no Lar um novo universo, uma nova sociedade, já que os amigos de jogar baralho na praça sumiram. Aqui eles substituem a família nuclear, já que sem uma família fica muito difícil viver”, finaliza.
“No Brasil, impressiona a rapidez com que o envelhecimento tem ocorrido, visto que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), até o ano de 2025, a população idosa no Brasil crescerá 16 vezes, contra cinco vezes da população total. Isso classifica o país como a sexta população do mundo em idosos, correspondendo a mais de 32 milhões de pessoas com 60 anos ou mais de idade (OMS, 2006). Esse aumento da população idosa esta associado à prevalência elevadas de doenças crônico-degenerativas, dentre elas aquelas que comprometem o funcionamento do sistema nervoso central, como as enfermidades neuropsiquiátricas, particularmente a depressão”.
“Quando percebem que foram abandonados pela família, perderam a convivência com a sociedade e os amigos não vêm visitar, geralmente apresentam os sintomas da depressão”, explica.
Porém, cada um com indícios distintos, de acordo com a personalidade. “Geralmente ficam tristes, isolados, mas não costumam falar que sentem falta de algo. Acabam guardando pra si, por causa do amor à família”.
Segundo Maria, uma minoria dos familiares e amigos visita os internos com freqüência, e por “freqüência” entende-se de dois em dois meses, no máximo. “Daí eles acabam criando no Lar um novo universo, uma nova sociedade, já que os amigos de jogar baralho na praça sumiram. Aqui eles substituem a família nuclear, já que sem uma família fica muito difícil viver”, finaliza.
“No Brasil, impressiona a rapidez com que o envelhecimento tem ocorrido, visto que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), até o ano de 2025, a população idosa no Brasil crescerá 16 vezes, contra cinco vezes da população total. Isso classifica o país como a sexta população do mundo em idosos, correspondendo a mais de 32 milhões de pessoas com 60 anos ou mais de idade (OMS, 2006). Esse aumento da população idosa esta associado à prevalência elevadas de doenças crônico-degenerativas, dentre elas aquelas que comprometem o funcionamento do sistema nervoso central, como as enfermidades neuropsiquiátricas, particularmente a depressão”.
Em números 20% Dos brasileiros tem depressão, segundo estudo feito por várias universidades do mundo. O número aumenta vertiginosamente entre idosos; 15% Dos internos na Casa de Longa Permanência São Vicente de Paulo têm depressão, sem contar nos problemas físico-mentais 16 vezes
Crescerá a população idosa no Brasil até 2025, segundo a Organização Mundial da Saúde
“A mulher – por uma característica de vida – executa no seu cotidiano três ou quatro funções: é esposa, mãe, dona de casa e trabalha fora. Ao se aposentar, ela só deixa de lado uma das suas atividades. O homem que só ficava no trabalho fica sem ter o que fazer, por isso a depressão é mais presente entre eles”.
(Sebastião Maurício Bianco, psiquiatra)
“Quando percebem que foram abandonados pela família, perderam a convivência com a sociedade e os amigos não vêm visitar, geralmente apresentam os sintomas da depressão”.
(Maria Mendes, coordenadora do Lar São Vicente de Paulo)
“A mulher – por uma característica de vida – executa no seu cotidiano três ou quatro funções: é esposa, mãe, dona de casa e trabalha fora. Ao se aposentar, ela só deixa de lado uma das suas atividades. O homem que só ficava no trabalho fica sem ter o que fazer, por isso a depressão é mais presente entre eles”.
(Sebastião Maurício Bianco, psiquiatra)
“Quando percebem que foram abandonados pela família, perderam a convivência com a sociedade e os amigos não vêm visitar, geralmente apresentam os sintomas da depressão”.
(Maria Mendes, coordenadora do Lar São Vicente de Paulo)
Fonte: www.coisadevelho.com.
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